Portaria n.º 1236/2010 de 13 de
Dezembro
Regulamenta o novo Programa de Estágios Profissionais na Administração Local
(PEPAL)
O Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho, procedeu à adaptação à
administração local do regime do Programa de Estágios Profissionais na
Administração Pública, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2010, de 19 de Março.
No contexto económico nacional e da situação do mercado de trabalho, o
programa de estágios profissionais na administração pública local pretende
promover a integração de jovens licenciados no mercado de trabalho,
possibilitando-lhes o exercício de funções adequadas às suas qualificações
através da realização de estágios remunerados a serem realizados em entidades
da administração pública local autárquica.
O programa proporciona uma oportunidade para jovens licenciados que tenham
até 35 anos e que se encontrem em três tipos de situações face ao emprego:
jovens à procura do primeiro emprego, jovens em situação de desemprego e jovens
que, embora se encontrem empregados, exerçam uma ocupação profissional não
correspondente à sua área de formação e nível de qualificação.
Dispõe o artigo 13.º do mesmo diploma que o Programa de Estágios
Profissionais na Administração Local é regulamentado através de portaria dos
membros do Governo responsáveis pelas áreas da administração local, das
finanças e da Administração Pública.
Pela presente portaria é assumida a opção pela centralização da apresentação
e tratamento das candidaturas apresentadas, bem como dos procedimentos
subsequentes de recrutamento e selecção, numa aplicação informática única, enquadrando-se
nos objectivos de modernização da Administração Pública e de maior proximidade
com os cidadãos, bem como da melhoria da qualidade dos serviços.
Face ao disposto, a portaria regulamenta a operacionalização do processo de
recrutamento e selecção dos candidatos, para além de outros aspectos como a
avaliação e certificação dos estagiários e controlo da assiduidade.
Assim:
Nos termos do disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de
Junho:
Manda o Governo, pelos Secretários de Estado da Administração Local e da
Administração Pública, o seguinte:
Artigo 1.º
Objecto
A presente portaria regulamenta o novo Programa de Estágios Profissionais na
Administração Local (PEPAL), em obediência ao disposto no artigo 13.º do
Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho.
Artigo 2.º
Apresentação e processamento de candidaturas
A apresentação e o processamento das candidaturas, incluindo a selecção dos
candidatos, são integralmente realizados em suporte electrónico acessível na
área do PEPAL nos serviços online disponíveis no Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt) ou através da bolsa de emprego
público (www.bep.gov.pt).
Artigo 3.º
Procedimento de pré-candidatura das entidades promotoras
O lançamento dos estágios é precedido de um procedimento de pré-candidatura,
por via electrónica, das entidades interessadas em promover estágios,
coordenado pela Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), para efeitos da
sua distribuição, nos termos do n.º 2 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 65/2010,
de 11 de Junho.
Artigo 4.º
Publicitação do estágio
1 - No prazo fixado pela DGAL, anterior ao prazo para apresentação de
candidaturas, as entidades promotoras inserem na aplicação informática do
PEPAL, acessível através do acesso reservado do Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt), a informação a que se refere o
n.º 2 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho.
2 - Caso a entidade promotora não proceda à inserção prevista no número
anterior, não há lugar à abertura de candidaturas para o respectivo estágio.
3 - A eventual redefinição, pela entidade promotora, da informação prevista
no n.º 1 só pode ter lugar dentro do prazo previsto para a sua inserção.
Artigo 5.º
Registo, candidatura e código de acesso
1 - Para efeitos do previsto no n.º 1 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º
65/2010, de 11 de Junho, as candidaturas são apresentadas exclusivamente
através do preenchimento de formulário de candidatura online, disponível no
sítio referido no artigo 2.º, nos termos dos números seguintes.
2 - Caso o interessado seja titular de duas ou mais licenciaturas, pode
preencher dois formulários de candidatura, optando em cada por uma
licenciatura.
3 - O candidato regista-se na área do PEPAL nos serviços online disponíveis
no sítio da Internet Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt)
e recebe, no endereço de correio electrónico indicado nos termos da alínea d)
do n.º 1 do artigo 6.º, um código de acesso que lhe permite o preenchimento do
formulário de candidatura e a sua submissão, bem como o posterior acompanhamento
do processo.
4 - No formulário de candidatura, o candidato indica os seus dados de
identificação pessoal e fornece os elementos para a sua avaliação curricular,
referidos nos artigos seguintes.
5 - O formulário previsto no n.º 1 deve conter ainda:
a) Declaração de cumprimento, à data do fim do prazo de candidatura, dos
requisitos legais da mesma, nomeadamente que se encontra nas condições
referidas no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho, e no n.º 4
do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 18/2010, de 19 de Março;
b) A seguinte indicação: «Declaro, sob compromisso de honra, que as
informações prestadas são verdadeiras.»
6 - A prestação de informações falsas determina a exclusão de qualquer
edição do PEPAL, bem como de qualquer programa de estágios profissionais
financiados pelo Estado.
7 - Não podem candidatar-se os cidadãos que se encontrem a frequentar ou
tenham frequentado programas de estágios profissionais financiados pelo Estado.
8 - O prazo durante o qual decorrem as candidaturas é definido pelo despacho
previsto no n.º 2 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho.
Artigo 6.º
Informação exigível
1 - São considerados dados de identificação de preenchimento obrigatório no
formulário de candidatura:
a) O nome;
b) A data de nascimento;
c) O número de identificação fiscal;
d) O endereço de correio electrónico e o número telefónico móvel a utilizar
em contacto posterior no âmbito do procedimento de candidatura;
e) Morada completa;
f) Concelho de residência.
2 - O candidato que seja portador de incapacidade igual ou superior a 60 % e
pretenda beneficiar do regime previsto no n.º 5 do artigo 4.º do Decreto-Lei
n.º 65/2010, de 11 de Junho, deve assinalar no campo respectivo.
3 - O candidato indica ainda obrigatoriamente no formulário de candidatura,
para efeitos de avaliação curricular, os seguintes elementos:
a) Licenciatura e respectiva classificação final, arredondada à unidade;
b) Outras habilitações académicas de grau superior à licenciatura;
c) Classificação final do 12.º ano ou equivalente, arredondada à primeira
casa decimal;
d) Competências linguísticas;
e) Competências informáticas;
f) Experiência profissional;
g) Formação profissional.
4 - Para efeitos do disposto na alínea a) do número anterior, o formulário
de candidatura disponibiliza aos candidatos a lista das licenciaturas
disponíveis para estágios.
5 - O registo das informações e dados referidos nos números anteriores
apenas pode ser alterado dentro do prazo fixado para apresentação de
candidaturas.
6 - O candidato deve assinalar os concelhos em que aceita frequentar o
estágio, no máximo de seis, apenas podendo ser objecto de selecção para
entidades promotoras nos concelhos assinalados.
7 - Ao candidato podem ser solicitados, na proposta prevista no artigo 8.º,
outros requisitos julgados relevantes, nomeadamente com vista à confirmação da
idoneidade do candidato para o estágio ou à exigência de conhecimentos
específicos necessários para o desenvolvimento do mesmo.
Artigo 7.º
Avaliação curricular
1 - Compete a cada uma das entidades promotoras, no prazo definido pela
DGAL, anterior ao da apresentação de candidaturas, definir e inserir na
aplicação informática do PEPAL, acessível através do acesso reservado do Portal
Autárquico (www.portalautarquico.pt), as respectivas
fórmulas de avaliação curricular dos candidatos por cada licenciatura, no
respeito pelos parâmetros definidos por aquela Direcção-Geral, nos termos da
alínea a) do n.º 1 do artigo 21.º
2 - Caso a entidade promotora não proceda à definição e à inserção da
fórmula indicada no número anterior, é aplicada a fórmula definida pela DGAL
para estas situações nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 21.º
3 - A eventual redefinição das fórmulas de avaliação curricular pela
entidade promotora deve ser solicitada à DGAL, não podendo ter lugar para além
do prazo previsto no n.º 1.
4 - As fórmulas utilizadas por cada entidade promotora e por cada
licenciatura permanecem disponíveis no Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt)
até ao final da respectiva edição.
Artigo 8.º
Ordenação e selecção dos candidatos
1 - No prazo máximo de cinco dias úteis após o encerramento do período das
candidaturas, os candidatos admitidos são listados alfabeticamente no Portal
Autárquico (www.portalautarquico.pt), agrupados por
licenciaturas nos termos do disposto no n.º 4 do artigo 6.º
2 - No prazo máximo de 10 dias úteis após o decurso do prazo previsto no
número anterior, os candidatos são classificados através da aplicação da
fórmula de avaliação curricular prevista no artigo anterior e, em caso de
igualdade de classificação, com base na aplicação dos critérios de desempate,
definidos nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 21.º e no disposto nos n.os 2 e 3 do artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11
de Junho, obtendo-se listas com a ordenação decrescente das suas
classificações, por cada entidade promotora, dentro de cada licenciatura, e por
cada concelho.
3 - No prazo máximo de 35 dias úteis após a ordenação referida no número
anterior, os candidatos são seleccionados, em face das vagas disponíveis, por
cada entidade promotora, por cada licenciatura e por cada concelho, no respeito
por aquela ordenação.
4 - Para efeitos do disposto no número anterior, o candidato é notificado,
mediante o envio de mensagens padronizadas para o seu endereço de correio
electrónico e para o seu número telefónico móvel, da existência de uma proposta
a consultar na área do PEPAL nos serviços online disponíveis no Portal
Autárquico (www.portalautarquico.pt).
5 - A proposta disponível nos serviços online disponíveis no Portal
Autárquico (www.portalautarquico.pt) contém:
a) Descrição sumária do conteúdo funcional e do plano do estágio;
b) Indicação do local de realização do estágio;
c) Indicação da opção de dar preferência aos candidatos residentes na área
do município, nos termos previstos nos n.os 2 e 3 do
artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho;
d) A eventual solicitação de outros requisitos referidos no n.º 7 do artigo
6.º
6 - A resposta à proposta referida no número anterior é feita online, no
prazo máximo de três dias úteis, devendo o candidato previamente certificar-se
de que reúne, quando for o caso, as condições definidas nos outros requisitos
solicitados nos termos do n.º 7 do artigo 6.º
7 - Para efeitos do previsto no número anterior, com a aceitação de uma
proposta ficam rejeitadas as demais, caso existam, deixando o candidato de
poder ser destinatário de novas propostas.
8 - A ausência de resposta no prazo previsto no n.º 6 é considerada como
recusa em realizar o estágio proposto.
9 - As listas dos estagiários seleccionados em cada entidade promotora são
divulgadas no Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt)
no termo do período de selecção definido no despacho a que se refere o n.º 2 do
artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho.
10 - As listas referidas nos n.os 2 e 9 ficam
disponíveis no Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt)
até ao final da sua edição.
Artigo 9.º
Selecção para substituição
1 - Havendo necessidade de substituir um candidato que tenha sido excluído
nos termos previstos nos artigos 11.º e 24.º, o sistema envia imediatamente
após a exclusão uma notificação nos termos do n.º 4 do artigo 8.º ao candidato
melhor colocado na lista de ordenação segundo a classificação ainda disponível
para estágio.
2 - A notificação de um candidato para efeitos de substituição afasta a
possibilidade de posterior notificação para qualquer outra proposta de estágio.
3 - A resposta à proposta a que se refere a notificação prevista nos números
anteriores deverá ser efectuada no sistema no prazo de vinte e quatro horas.
Artigo 10.º
Candidatos portadores de deficiências
1 - Para efeitos do n.º 4 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de
Junho, em cada edição do PEPAL é assegurada uma quota de 5 % da totalidade dos
estágios a ser preenchida por pessoas portadoras de deficiência, com um grau de
incapacidade igual ou superior a 60 %.
2 - O processamento referido no artigo 2.º assegura o cumprimento da quota
referida no número anterior em cada entidade promotora e em cada licenciatura.
Artigo 11.º
Comprovação dos requisitos
1 - No prazo de cinco dias úteis após a aceitação da proposta referida no
n.º 5 do artigo 8.º, o candidato deve efectuar, junto da entidade promotora,
prova documental do cumprimento:
a) Dos requisitos previstos no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11
de Junho;
b) Dos restantes elementos constantes no formulário de candidatura, com
excepção dos referidos na alínea d) do n.º 1 do artigo 6.º;
c) Sendo o caso, dos outros requisitos solicitados nos termos do n.º 7 do
artigo 6.º
2 - No caso de substituição, o prazo indicado no número anterior é apenas de
dois dias úteis.
3 - A não comprovação dos requisitos nos termos dos números anteriores
constitui motivo de exclusão de qualquer edição do PEPAL.
4 - A decisão da entidade promotora de excluir um candidato que não reúna os
requisitos exigíveis ou que deles não façam prova é imediatamente comunicada à
DGAL, através do preenchimento de formulário a disponibilizar na aplicação
informática do PEPAL, acessível através do acesso reservado do Portal Autárquico
(www.portalautarquico.pt).
5 - Analisada a informação contida na comunicação referida no número
anterior, a DGAL pode solicitar dados adicionais à entidade promotora, para
efeitos de confirmação da fundamentação invocada.
6 - Passadas vinte e quatro horas sobre a comunicação referida no n.º 4,
opera-se a exclusão do candidato, salvo se a DGAL tiver requerido informação
adicional, caso em que a exclusão se opera apenas no momento em que a DGAL
confirme a decisão de exclusão.
7 - A exclusão do candidato pelos motivos referidos no n.º 4 implica o
início do mecanismo de selecção para substituição do candidato excluído.
Artigo 12.º
Contrato de formação
1 - No início do estágio, a entidade promotora celebra com o estagiário um
contrato de formação em contexto de trabalho previsto no artigo 11.º do
Decreto-Lei n.º 18/2010, de 19 de Março, que obedece ao modelo previsto na
subalínea ii) da alínea c) do n.º 1 do artigo 21.º,
onde se prevejam os correspondentes direitos e deveres.
2 - O contrato previsto no presente artigo é assinado, em duplicado, pelo
candidato e pelo dirigente máximo da respectiva entidade promotora.
Artigo 13.º
Início dos estágios
A data de início dos estágios é fixada pelo despacho previsto no n.º 2 do
artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho.
Artigo 14.º
Duração
O estágio tem a duração de 12 meses, não prorrogável.
Artigo 15.º
Bolsa de estágio e outros apoios
O processamento dos pagamentos aos estagiários da bolsa de estágio e do
subsídio de refeição previstos nos n.os 1 e 3 do
artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 18/2010, de 19 de Março, é efectuado pela
entidade promotora dos estágios.
Artigo 16.º
Formação inicial
1 - O plano de estágio integra uma sessão de formação inicial com a carga
horária de sete horas, a ministrar pela Fundação para os Estudos e Formação
Autárquica.
2 - O custo da formação será suportado pelas entidades promotoras dos
estágios.
Artigo 17.º
Componente formativa
A componente formativa do estágio prevista no artigo 12.º do Decreto-Lei n.º
18/2010, de 19 de Março, pode ser ministrada em contexto de trabalho pelo
orientador, trabalhador da entidade onde o mesmo decorre ou por entidade
formadora externa contratada para o efeito, e incidirá sobre matérias
relacionadas com o desenvolvimento das competências exigidas ao estagiário, nos
termos do plano de estágio.
Artigo 18.º
Orientação
1 - O estágio decorre sob a orientação de um orientador, designado
formalmente pela entidade onde o mesmo decorre.
2 - A entidade onde decorre o estágio designa o respectivo orientador de
entre dirigentes, chefias ou outros trabalhadores com relevante experiência e
aptidão para o efeito.
3 - Cada orientador tem a seu cargo, no máximo, três estagiários.
4 - Compete ao orientador:
a) Propor ao dirigente máximo do órgão executivo da entidade promotora, para
sua aprovação, os objectivos e a especificação do plano do estágio;
b) Inserir o estagiário no respectivo ambiente de trabalho;
c) Efectuar o acompanhamento técnico-pedagógico do estagiário,
supervisionando o seu progresso face aos objectivos definidos;
d) Elaborar os relatórios de acompanhamento do estágio e a ficha com a
proposta de avaliação final do estagiário a submeter ao dirigente máximo do
órgão executivo da entidade promotora, com base nos modelos definidos nas
subalíneas iii) e iv) da
alínea c) do n.º 1 do artigo 21.º;
e) Nos casos em que o estágio se desenvolva em entidade diferente da
promotora, enviar à entidade promotora a informação sobre o mesmo mencionada no
n.º 1 do artigo 19.º;
f) Afectar o estagiário ao desenvolvimento exclusivo de actividades
respeitantes à sua área de formação e para as quais foi admitido, bem como
assegurar que a sua actividade não corresponda à supressão de carências de
recursos humanos da entidade promotora.
Artigo 19.º
Informação sobre o estágio
1 - Compete às entidades promotoras dos estágios registar no sítio do PEPAL,
em área apenas acessível pela DGAL, todos os dados relevantes para o
acompanhamento e avaliação dos estágios, nomeadamente:
a) Data de início dos estágios;
b) Períodos de suspensão e cessação dos estágios, com as respectivas
justificações;
c) Relatórios de acompanhamento do estágio, correspondentes aos 1.º e 2.º
quadrimestres;
d) Ficha de avaliação final do estagiário.
2 - A não entrega dos dados referidos no número anterior constitui
fundamento para a revogação do financiamento dos respectivos estágios.
3 - Os estagiários procedem à avaliação do estágio decorridos seis meses da
sua frequência e no seu termo e da mesma dão conhecimento à DGAL, nos termos a
definir por esta.
Artigo 20.º
Avaliação e certificação dos estagiários
1 - No final do estágio, os estagiários são avaliados de acordo com as
regras, as componentes e os critérios da avaliação definidos pela DGAL, nos
termos da alínea b) do n.º 1 do artigo seguinte.
2 - As componentes da avaliação referidas no número anterior integram
obrigatoriamente os objectivos dos estagiários e as competências individuais.
3 - Aos estagiários aprovados são entregues certificados comprovativos da
frequência e aprovação no estágio, de acordo com o modelo definido pela DGAL
nos termos da subalínea vi) da alínea c) do n.º 1 do artigo seguinte.
4 - A informação relativa aos estagiários aprovados é disponibilizada pela
DGAL no Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt).
5 - Compete à entidade promotora do estágio anexar ao certificado referido
no n.º 3 uma descrição das actividades desenvolvidas e dos conhecimentos
adquiridos.
Artigo 21.º
Gestão e coordenação do PEPAL
1 - Sem prejuízo das competências de gestão e coordenação do PEPAL previstas
no artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 65/2010, de 11 de Junho, compete à DGAL,
enquanto entidade responsável pela gestão e coordenação do PEPAL, definir e
disponibilizar:
a) Os parâmetros de avaliação curricular a aplicar a todas as candidaturas,
a fórmula prevista no n.º 2 do artigo 7.º e os critérios de desempate a aplicar
aos candidatos com a mesma classificação na avaliação curricular,
disponibilizados através do Portal Autárquico (www.portalautarquico.pt);
b) As regras, as componentes e os critérios de avaliação final dos
estagiários;
c) Os seguintes instrumentos:
i) Formulário de candidatura;
ii) Modelo do contrato de
formação em contexto de trabalho;
iii) Modelo do relatório
de acompanhamento do estágio;
iv) Modelo da ficha de
avaliação final do estagiário;
v) Modelo do relatório de avaliação a preencher pelo estagiário;
vi) Modelo do certificado de frequência e aprovação
do estagiário;
vii) Instruções de
preenchimento dos modelos previstos nas subalíneas anteriores.
2 - A DGAL elabora um relatório final de execução de cada edição do PEPAL,
com base em informação recolhida, prestada por cada entidade promotora nos
termos do artigo 19.º
3 - No âmbito das suas competências de gestão, coordenação e acompanhamento
do PEPAL, a DGAL pode propor ao membro do Governo competente a adopção de
medidas consideradas necessárias para assegurar o cumprimento dos objectivos de
cada edição do PEPAL.
Artigo 22.º
Frequência e assiduidade
1 - É aplicável ao estagiário, com as devidas adaptações, o regime de faltas
e de descanso diário e semanal dos trabalhadores com contrato de trabalho em
funções públicas.
2 - O controlo da pontualidade e da assiduidade dos estagiários é efectuado
pelo orientador do estágio previsto no artigo 18.º, o qual deve dar
conhecimento do resultado desse controlo à entidade responsável pelo
processamento e pagamento dos valores pecuniários devidos aos estagiários.
Artigo 23.º
Suspensão
1 - A entidade promotora pode suspender o contrato de formação em contexto
de trabalho:
a) Por facto a ela relativo, nomeadamente reorganização dos serviços, nos
termos legais aplicáveis, durante um período não superior a dois meses;
b) Por facto relativo ao estagiário, nomeadamente doença, maternidade,
paternidade ou adopção, durante um período não superior a seis meses.
2 - Durante o período da suspensão não são devidos a bolsa de estágio e o
subsídio de refeição previstos nos n.os 1 e 3 do
artigo 14.º do Decreto-Lei n.º 18/2010, de 19 de Março.
3 - Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, a suspensão do estágio
não altera a sua duração mas adia, por período correspondente, a data do
respectivo termo.
Artigo 24.º
Cessação
1 - O contrato de formação em contexto de trabalho cessa por:
a) Mútuo acordo;
b) Denúncia de qualquer das partes;
c) Caducidade;
d) Impossibilidade superveniente, absoluta e definitiva, de o estagiário
frequentar o estágio ou a entidade promotora lho proporcionar;
e) Efeito de faltas injustificadas, pelo período mínimo de 5 dias
consecutivos ou 10 dias interpolados;
f) Incumprimento reiterado, por parte do estagiário, dos deveres previstos
no contrato a que se refere o n.º 1 do artigo 12.º;
h) Infracção ao disposto no n.º 2 do artigo 3.º do Estatuto Disciplinar dos
Trabalhadores Que Exercem Funções Públicas, aprovado pela Lei n.º 58/2008, de 9
de Setembro.
2 - A denúncia prevista na alínea b) do número anterior não confere o
direito a qualquer indemnização e deve ser comunicada por carta registada à
outra parte, com a antecedência mínima de 30 dias, com indicação da respectiva
fundamentação, salvo durante os primeiros 30 dias após o início do estágio,
caso em que a comunicação deve ser feita com uma antecedência mínima de 5 dias
úteis.
3 - Para efeitos do disposto na parte final do número anterior, caso a
denúncia do contrato seja da iniciativa da entidade promotora, sem prejuízo da
necessária fundamentação, deve a mesma ser previamente comunicada à DGAL, para
efeitos de confirmação, podendo esta entidade solicitar elementos adicionais no
prazo de vinte e quatro horas.
4 - Se o estagiário denunciar o contrato, não pode ser notificado por
qualquer outra entidade promotora na edição em curso do PEPAL.
5 - Se o contrato cessar nos primeiros 30 dias após o início do estágio, o
candidato excluído por cessação do contrato é substituído, observando-se o
método de selecção para substituição previsto no artigo 9.º, excepto se a causa
de cessação do contrato for a impossibilidade superveniente de a entidade
promotora proporcionar o estágio.
6 - O mecanismo de substituição previsto no número anterior apenas pode ser
usado uma vez por cada lugar de estágio.
7 - Nos casos de cessação do contrato por denúncia da entidade promotora ou
por impossibilidade superveniente, absoluta e definitiva, da entidade promotora
proporcionar o estágio, durante os primeiros 30 dias após o início do estágio,
os estagiários voltam a poder ser notificados para novas propostas de estágio,
observando-se a ordenação prevista no n.º 2 do artigo 8.º
Artigo 25.º
Disposições transitórias
1 - A fórmula de avaliação curricular prevista no n.º 1 do artigo 7.º é
definida pela DGAL, enquanto não for adaptada a plataforma electrónica de
apresentação e processamento de candidaturas aos estágios para permitir a
definição da mesma por cada entidade promotora.
2 - A fórmula referida no número anterior é publicitada no Portal Autárquico
(www.portalautarquico.pt) antes do prazo para a
apresentação das candidaturas.
Artigo 26.º
Entrada em vigor
A presente portaria entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
O Secretário de Estado da Administração Local, José Adelmo
Gouveia Bordalo Junqueiro, em 25 de Novembro de 2010. - O Secretário de Estado
da Administração Pública, Gonçalo André Castilho dos Santos, em 26 de Novembro
de 2010.